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Minicontratos: o que são, como operar e quais os riscos

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Tempo de leitura: 4 minutos.

Geralmente, quando se pensa em operar na bolsa de valores, é comum pensar em opções e, até mesmo, na compra e venda de ações de grandes empresas brasileiras. Porém, existe uma possibilidade bem acessível para traders: os minicontratos.

Mas você sabe como eles funcionam e o que é preciso para começar a operar? Conhecer mais sobre o assunto pode ajudar a ampliar suas possibilidades no mercado. 

Por isso, convidamos você a ler este artigo até o final para entender como operar minicontratos e quais são os riscos e as vantagens presentes nesse tipo de operação. 

O que é o mercado futuro?

O Mercado Futuro é um ambiente da bolsa de valores no qual as negociações visam uma data futura. Ou seja, os participantes negociam hoje, mas visando o preço de um ativo em uma data posterior. Nele, você pode encontrar os minicontratos.

Aliás, diferente do mercado à vista – onde realizam as negociações em um dia e liquidam-nas em breve -, no mercado futuro a liquidação acontece na data de vencimento do contrato. Quer dizer, isso significa que um participante tem até a data de vencimento para manter ou desfazer sua posição. 

Além disso, no mercado futuro as negociações costumam ter apenas liquidação financeira, não havendo troca de ativos. Você pode se posicionar na compra ou venda do contrato, e o lucro ou prejuízo dependerá da posição em relação ao preço do ativo – que é ajustado diariamente. 

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O que são minicontratos?

Os minicontratos, ou mini, equivalem a 1/5 dos contratos futuros, ou futuro. Eles são oportunidades mais acessíveis para traders operarem no mercado futuro. Ou seja, tanto o futuro quanto o mini representam negociações sobre o preço de um ativo em data posterior. Como eles estão vinculados a um ativo principal, os contratos classificam-se como derivativos. 

Cada contrato futuro representa uma quantidade específica de um ativo. Por exemplo, um contrato futuro de dólar representa US$ 50 mil. Já o contrato futuro do Ibovespa (IBOV) equivale à sua pontuação em reais, sendo R$ 1 por ponto

Assim, em uma situação na qual o IBOV está a 110 mil pontos, um contrato futuro terá exposição financeira de R$ 110 mil

Além disso, ambas as quantias podem ser inacessíveis ao pequeno investidor. Logo, para não os excluir das negociações, a bolsa brasileira (B3) criou os minicontratos, que equivalem a 1/5 do contrato cheio. 

Ainda, na bolsa de valores existem minicontratos de commodities (boi gordo, café), euro, do índice S&P 500, entre outros. 

Por isso, se você ainda acha que os valores dos minicontratos são elevados, precisa conhecer a alavancagem. Esse é um mecanismo que permite operar com quantias maiores do que se tem em caixa. Assim, apresentando uma margem de garantia, não é preciso ter todo o dinheiro dos contratos para operar. 

Como funcionam os minicontratos?

Após conhecer o que são contratos futuros e minicontratos, você deve estar se perguntando como eles funcionam, não é mesmo? 

Para saber como operar minicontratos é simples. Assim como uma ação, os minicontratos possuem um código de identificação – também chamado de ticker. Porém, nesse caso é preciso incluir o mês e o ano de vencimento. 

Por exemplo, o minicontrato de dólar WDOQ23 significa:

  • W: representa o minicontrato; 
  • DO: significa dólar americano; 
  • Q: refere-se ao mês de vencimento – sendo janeiro (F), fevereiro (G), março (H), abril (J), maio (K), junho (M), julho (N), agosto (Q), setembro (U), outubro (V), novembro (X) e dezembro (Z); 
  • 23: está relacionado ao ano de vencimento do contrato. 

Cada minicontrato pode ter uma particularidade. Por exemplo, os mais conhecidos são o minicontrato de dólar (WDO), que tem seu vencimento a cada mês, e o minicontrato de índice futuro (WIN), com vencimento bimestral. 

Também há diferença na movimentação e remuneração deles. O preço no WDO se move a cada meio ponto e remunera o trader em R$ 5. No caso do WIN, a movimentação é de 5 em 5 pontos, e o retorno é de R$ 1 por movimento. 

Logo, é sempre importante conferir todas as características de cada um deles antes de começar a operá-los.

Quais são os riscos de operar minicontratos?

Apesar de operar minicontratos ser vantajoso em muitos aspectos, esse tipo de operação também pode apresentar riscos mais elevados. Aliás, não é à toa que esse tipo de negociação é ligado às estratégias de trading, pois são bastante dinâmicas.

Por conta disso, o trader precisa estar preparado para as variações constantes do mercado. Dessa forma, é interessante conhecer meios de analisar o mercado com rapidez e precisão. Geralmente, é utilizada a análise técnica ou gráfica. 

Ainda, o trader tem de trabalhar em um bom gerenciamento de risco e estratégias específicas para cada derivativo que pretende operar.

Por outro lado, apesar dos riscos, os minicontratos do mercado futuro oferecem diferentes oportunidades aos traders. Com eles, por exemplo, é possível buscar por lucros no curto e curtíssimo prazo. 

E, ainda, é viável estabelecer uma estratégia de proteção a partir das operações no mercado futuro. Por isso, pode valer a pena avaliar as possibilidades e descobrir como operar minicontratos se eles fizerem sentido para você. 

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Como operar minicontratos?

Se você vir que esse derivativo pode agregar às suas estratégias, vale lembrar que operar minicontratos é bem semelhante a operar ações. 

O primeiro passo que você terá de dar é abrir uma conta em uma corretora de valores. A partir dela, você terá acesso ao home broker ou outra plataforma digital que insere o trader no ambiente de negociações da bolsa.

Ao identificar a melhor operação para você, basta digitar o ticker do minicontrato com o qual você deseja operar e lançar a ordem de compra ou venda. A ordem dependerá da estratégia estabelecida por cada trader. 

Também vale ficar atento à alavancagem que sua corretora lhe oferece, assim como a margem de garantia exigida para operar esses derivativos. A alavancagem permitirá que você opere mesmo com pouco capital, então use esse benefício com cautela. 

A margem de garantia é estabelecida pela B3. Mas, para day trade, há a possibilidade de corretoras e bancos de investimento oferecerem uma redução dessa margem, e a partir de um mínimo eles podem cobrar o valor que quiserem, conforme as suas regras.

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