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Taxa Selic: o que é e qual o impacto dela nos seus investimentos 

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Tempo de leitura: 3 minutos.

Quem investe com certeza já ouviu falar na Taxa Selic. E não é à toa. Esse indicador é a base para o funcionamento do mercado brasileiro, regulando a inflação e agindo como um poderoso instrumento para evitar crises econômicas. 

Dessa forma, não importa se o seu objetivo final for de curto, médio ou longo prazo, antes de começar sua jornada financeira, você deve entender o funcionamento da Taxa Selic e se preparar para as flutuações do mercado. 

Afinal, ela ajuda a medir a rentabilidade dos seus investimentos e renda fixa, a partir dela, os ciclos do mercado se fecham e se abrem para diferentes estratégias.  

Continue a leitura deste artigo para compreender o que é a Selic e como seus investimentos são afetados por ela! 

O que é a Taxa Selic? 

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela influencia outras taxas de juros no país, como as taxas de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras.  

O nome “Selic” vem da sigla do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, que é uma infraestrutura do mercado financeiro administrada pelo BC. Nesse sistema, são depositados e transacionados títulos públicos federais. 

Contudo, é importante entender que existem dois tipos de Selic, e você precisa conhecer as diferenças entre eles antes de prosseguir com a leitura: 

  • Selic Over 

Determinada pela taxa de juros média praticada nas operações compromissadas feitas entre duas instituições, com títulos públicos federais com prazo de um dia útil.  

  • Selic Meta 

É a taxa de juros estabelecida como referência para a economia, definida pelas reuniões do Comitê de Política Monetária, o famoso Copom. 

A Selic Meta impacta vários aspectos econômicos, e é a esta que este artigo se refere.

O que a Taxa Selic tem a ver com a inflação? 

Basicamente, ela tem uma relação inversa com a inflação. Quando a inflação está alta, o Banco Central tende a aumentar a Selic para tentar frear a alta dos preços. Do mesmo modo, quando a inflação está baixa, o Banco Central pode reduzir a Selic para estimular a economia. 

Por isso, é importante ressaltar que a relação entre a taxa Selic e a inflação não é linear.

Ou seja, não basta aumentar a Selic em um determinado valor para reduzir a inflação em um valor equivalente. Há uma série de outros fatores que podem influenciar a inflação, como a política fiscal, o câmbio e as expectativas dos agentes econômicos. 

No entanto, a taxa Selic é um dos instrumentos mais importantes que o Banco Central tem para controlar a inflação. Ao longo dos anos, o Banco Central tem utilizado a Selic com sucesso para manter a inflação sob controle. 

Como a Taxa Selic é definida? 

A cada 45 dias, os nove membros do Copom se reúnem para definir o rumo da taxa de juros, que pode aumentar, diminuir ou se manter igual.  

Entre os principais fatores que influenciam a decisão do Copom estão: 

  • Inflação:  

A principal meta do Copom é manter a inflação sob controle. A taxa Selic é ajustada para que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). 

  • Crescimento do PIB:  

O Copom também leva em consideração o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, se a economia estiver crescendo muito rápido, o Copom pode aumentar a taxa Selic para evitar o superaquecimento da economia. 

  • Nível de emprego:  

O nível de emprego também é um fator importante para o Copom. Desse modo, se a taxa de desemprego estiver alto, o Copom pode reduzir a taxa Selic para estimular a criação de novos empregos. 

  • Taxa de câmbio:  

A taxa de câmbio também é um fator importante para o Copom. Sendo assim, se o real estiver se desvalorizando muito, o Copom pode aumentar a taxa Selic para tentar conter a desvalorização da moeda. 

  • Risco de crédito:  

O Copom também leva em consideração o risco de crédito. Se o risco de crédito estiver alto, o Copom pode aumentar a taxa Selic para evitar que o sistema financeiro fique instável. 

O dia de divulgação da decisão é chamado popularmente de Super Quarta. Nesta data, além da divulgação da decisão tomada pelo Copom, também são divulgadas as taxas de juros dos Estados Unidos, decididas pelo Fomc (Federal Open Market Committee). 

Qual é a influência da Selic no mercado? 

Como citamos, a definição da Taxa Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação.  

Assim, além de afetar o custo do crédito, os rendimentos das aplicações financeiras e o comportamento dos investidores, a Selic tem impacto direto no consumo. Por isso, em momentos de custo de crédito mais alto, o consumo tende a diminuir, bem como a compra de bens como carros e imóveis.  

Contudo,apesar de ser possível estimar a próxima decisão do Copom, é impossível dar exatidão. Por isso, é importante se preparar para as flutuações do mercado e saber como lidar com eventuais imprevistos. 

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Como a Taxa Selic impacta os seus investimentos? 

As alterações na taxa têm impacto direto nos investimentos, tanto em renda fixa quanto em renda variável.  

Dessa forma, quando a Selic sobe, os rendimentos de investimentos atrelados à taxa também tendem a subir, enquanto o custo do crédito aumenta. Em contrapartida, quando a Selic cai, os rendimentos podem diminuir e o crédito se torna mais acessível. 

Por isso, em momentos de baixa da Selic, a renda variável se favorece, especialmente quando falamos do mercado acionário, Uma vez que essa modalidade de investimentos não é atrelada à taxa. 

Da mesma forma, quando a Selic sobe, investimentos de renda fixa, que são atrelados, tendem a se favorecer.  

Assim, percebemos por que é tão importante que o investidor acompanhe as reuniões do Copom. Por meio da decisão tomada, é possível escolher as melhores oportunidades de investimento para o seu perfil.

Como se preparar para o futuro 

A economia brasileira é conhecida pela instabilidade. Em poucos meses, o cenário inflacionário pode se alterar, o que refletirá nas decisões do Copom. 

Por isso é tão importante é saber que existem alternativas para investir tanto em momentos de alta quanto de baixa da Selic. 

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